Marcia Poppe

Experiência Profissional

Tenho graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ (1995), onde também cursei Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, na área de Teoria e Projeto entre os anos de 2002 e 2004. Em 2018 obtive a certificação de PMP® – Profissional Gerente de Projetos pelo PMI e a de Spiritual Intelligence Coach para o Assessment SQ21™ pela Deep Change, Inc.. Possuo Especialização em Gestão de Pessoas pelo IBMEC e fundei a Choice em 2019.

Atualmente trabalho como facilitadora de Workshops de Inteligência Espiritual, Práticas Contemplativas, Experiências de Montanha e Práticas Artísticas. Sou praticante dos Exercícios Espirituais Inacianos desde 2010 e Montanhista desde 2006. Desde que me entendo por gente, tenho a pintura na minha vida (óleo sobre tela, grafite e cor sobre papel), tendo a Aquarela conquistado meu coração após o término da faculdade.

Sou ávida por manter vivos em mim a curiosidade e o desejo de aprender continuamente. Com o passar do tempo e ao longo da vida profissional, percebi possuir alguns talentos relativos ao cuidado com as interações humanas, tão presentes e imprescindíveis no desenvolvimento de projetos de arquitetura (ou qualquer outro tipo) e em seu gerenciamento. Impossível deixar de lembrar que antes de optar por Arquitetura, pensei também em cursar Psicologia.

O interesse pelo gerenciamento e engajamento de partes interessadas, por relações interpessoais e pelo desenvolvimento humano sempre estiveram presentes em minha vida e após cerca de 24 anos de prática, iniciei um mergulho profissional que abraça simultaneamente quatro dimensões humanas que considero as mais importantes neste contexto para a nossa evolução – a física, cognitiva, emocional e espiritual – a partir da qual poderemos com muito mais propriedade auxiliar na transformação que o mundo tanto precisa.

Por conta disso, dentre minhas atividades profissionais encontra-se o desenrolar contínuo de uma pesquisa sobre temas que se relacionam com nossas 4 inteligências chave (PQ – Física, IQ – Cognitiva, EQ – Emocional e SQ – Espiritual), com o conceito de embodiment, teorias de desenvolvimento humano adulto, teorias integrais e de liderança, tanto dentro do contexto de Gerenciamento de Projetos e Organizações, quanto no contexto individual. Este talvez seja o contexto mais relevante, pois projetos e organizações são feitos por indivíduos e não é possível transformar organizações e sistemas, sem que os indivíduos consigam antes, se transformar. Tenho também um crescente interesse na pesquisa sobre Práticas Contemplativas como Ciência Social.

A partir do momento que me tornei PMP®, me envolvi com o Capítulo do Rio de Janeiro do PMI® e passei a trabalhar como Gerente de Projeto voluntária no Comitê Estratégico de Gestão de Conhecimento.

Prática profissional em Arquitetura

Em relação à minha prática profissional como Arquiteta, possuo vasta experiência nas áreas de Arquitetura Residencial, Corporativa e Institucional (Cultura, Educação e Instituições Religiosas), tendo atuado também nas áreas de Revitalização e Arquitetura Hospitalar.

Atuei em diversos Escritórios de Arquitetura, com participação em equipes de projetos de diferentes portes, ocupando posições de gerenciamento, coordenação e de produção. Acompanhei a elaboração e o desenvolvimento de projetos em suas diversas fases desde a concepção até a entrega da obra.

Gerenciei projetos de arquitetura de minha própria autoria para clientes particulares e institucionais, com foco na área residencial e para clientes corporativos, nas áreas comercial e de serviços.

Tenho também uma atuação acadêmica, que se iniciou em 2002, tendo minha dissertação de mestrado intitulada “O Mosteiro de Nossa Senhora das Graças: um espaço sagrado de habitar na arquitetura de Francisco Bolonha”, sido indicada para publicação. Um pouco sobre este trabalho pode ser lido aqui. O sonho da realização de um Doutorado ainda germina em mim.

Realizei diversas produções bibliográficas, como artigos completos em periódicos e anais de eventos; e alguns capítulos e depoimentos em livros publicados, na área de Teoria, Crítica e Projeto de Arquitetura.

Este texto, assim como a Choice, seu site e eu, estamos em constante transformação. Sem dúvida, será aprimorado com o tempo.

Montanhista

A Natureza é o meu Templo. Onde busco o sagrado, onde nutro meu espírito, contemplo e respiro a beleza do mundo. A experiência da natureza e das montanhas mantém meu equilíbrio, me ensina sobre o tempo, as estações e os ciclos – internos e externos, meus e dos outros, entre inúmeras relações. Lugar onde ao exercitar meu corpo, experiencio a vida a partir de sentidos mais abertos e sensíveis a tudo que é vivo, o que me permite me conectar de modo mais significativo e verdadeiro aos outros, ao meio-ambiente, ao Universo, a Deus e a mim mesma. Experiência existencial e fenomenológica, é lugar e fonte de alinhamento, paz interior e força para habitar e agir no mundo de maneira mais eficiente, sábia, compassiva e amorosa.

Aquarelista

A pintura sempre esteve presente em minha vida, desde criança, quando aprendi a pintar a óleo com meu avô Nelson. Lembro-me de passar tardes em seu ateliê, observando-o pintar, misturar as cores; das suas orientações em relação aos pincéis, às telas; do odor característico dos produtos e das tintas. Até a adolescência, tive aulas de desenho e pintura com professora particular, mas com meu avô comecei também a desenvolver minha visão espacial ainda bem criança. Professor de Geometria, falava-me de retas, planos e sólidos, me ensinava a cortar e montar pirâmides, cubos, tetraedros, e fazia nascer em mim o interesse não só pela realidade tridimensional, mas também pelo uso das mãos como ferramenta de trabalho, me proporcionando experimentar desde muito cedo, um pouco da vivência do que viria a ser anos mais tarde, a minha profissão.

Ao longo da vida percebi que não só minhas mãos e meu cérebro seriam minhas ferramentas de trabalho. Analisando hoje tudo que experimentei, vejo com muita clareza o quanto todas as minhas dimensões se articulam e misturam (e sempre se articularam e se misturaram) para constituir o que sou hoje, como vejo o mundo, como me coloco, como habito o mundo, como diria Heiddeger, um dos filósofos que li durante minha pesquisa de mestrado, finalizada em 2004.

Processos vividos nem sempre são reconhecidos cognitivamente enquanto acontecem. E quando intensos e significativos, quando tocam a dimensão sensível do ser humano, podem causar transformações. Que racionalmente talvez só sejam percebidas em fragmentos, para anos mais tarde, adquirirem maior clareza de pensamento, crítica e sentido maior. Vivemos processos com todo o nosso corpo. Por mais que desejemos apenas racionalizar e entender o mundo das ideias e das coisas, é através da abertura dos sentidos que podemos aproveitar e integrar muito mais profundamente tudo que experimentamos. De modo que tal aproximação tão sutil e sensível, para mim, é como estou no mundo e passou a ser também, método de trabalho, minha proposta de valor e como me conheço.

Voltando ao ano de 2018, foi nessa época que resolvi intensificar minha prática artística, não só porque me dava prazer, mas também porque poderia ampliar minhas oportunidades profissionais. Ao voltar para a academia, retomei o desenho e a aquarela frequentando aulas ministradas na faculdade onde me formei e onde, anos mais tarde, me tornei pesquisadora. Pela terceira vez, vivenciei espaços, senti perfumes, percebi luzes e cores, ouvi sons, experimentei temperaturas, aqueci meu coração encontrando pessoas e confirmando muito ou quase tudo, do que nasci para fazer.

Durante este ano desenhei, pintei, escrevi, fotografei, saí de mim, voltei, preenchi meus dias de maneira sensível, sem nomear as experiências de que desfrutava e que de modo muito profundo potencialmente me transformavam diariamente. Produzi intensamente.  

Até aqui, o texto desta seção foi escrito em 22 de dezembro de 2019.

As aquarelas acima são fruto originados desse tempo, em que minha expressão artística se fez ativamente presente. Vivenciada como prática contemplativa, minha pintura ultrapassa o processo técnico e o produto finalizado para ser experiência fenomenológica, caminho para conexão comigo mesma e com Deus em profunda contemplação, e gera algumas vezes, resultados muito mais carregados de sentido do que minha mente é capaz de imaginar.

As imagens fazem parte de uma série de pinturas realizadas para o trabalho de Pós-graduação em Fotografia de um amigo que elaborei em 2019. Foram muitas montanhas aquareladas, sempre mais de uma vez. Verdadeiras experiências que demandaram dedicação, técnica, pesquisa e entrega à contemplação.